A maldade do ser humano

Existem várias explicações sobre a maldade do ser humano, sejam religiosas e científicas, mas a principal origem do mau esta no fato do Homem se preocupar com seu “próprio umbigo”, alimentando seus desejos e vontades ignorando a vontade e liberdade alheia, resultando em ações más.

Para o Homem parar de olhar para seu “próprio umbigo” (egocentrismo, amor á si mesmo) e deixar de ser “mau”, ele possui a capacidade de substituir seu “umbigo” por alguma entidade religiosa ou simplesmente direcionando suas ações para a caridade (amor ao próximo).

Mas como o fato de “poder” ser diferente de “fazer”, é raro encontrar pessoas que direcionam suas ações para a caridade, visto que o desapego ao seu próprio “umbigo” pode ser sinônimo de sofrimento, já que requer mudanças de pensamento e atitudes, por isso é difícil encontrar pessoas “boas”.

O Homem que deseja deixar de ser “mau” precisa ser educado a identificar o que é “mau” e orientar sua vontade á caridade. Esta educação pode funcionar bem quando orientada por pessoas que já passaram por isso e que admiramos por sua vida direcionada ao amor ao próximo.

O Homem não precisa deixar família e amigos para ser “bom”, pois as primeiras ações de caridade devem surgir dentro de sua própria “casa” (ambiente familiarizado), mesmo que falem “Santo de casa não faz milagres”. Muito menos se isolar, pois não é possível amar realmente o próximo, se não esta com ele.

A caridade permite o Homem, não somente “olhar para frente”, mas “olhar para o mundo á sua volta” com atitudes de mudança, não somente para se tornar alguém melhor, mas tornar o mundo melhor.

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A diversidade e a liberdade de crenças e religiões

Existem muitos pontos a serem comentados sobre a culpa das diversas crenças e religiões, em se tratando de cristianismo, pensemos que desde a época dos apóstolos do cristianismo existia pensamos diferentes a respeito de Jesus, do culto e da missão da igreja, não por falta de fé ou sabedoria deles, mas simplesmente pelo fato do homem perceber e conhecer seu mundo de forma diferente do seu próximo, mesmo que tenham participado das mesmas experiências, terem sido educados de forma semelhante.

Um exemplo é o fato da visão de cada apóstolo ter os levado para caminhos distintos, assim como Pedro levava as palavras de Jesus para os judeus e Paulo (que não foi apostolo direto de Jesus) para os gentios, tendo interpretações distintas sobre o que deveriam fazer e como deveriam fazer, até mesmo gerando conflitos conforme cita o livro dos atos dos apóstolos (quinto livro do novo testamento).

No judaísmo é comum se falar que se dois judeus forem para uma ilha deserta, nela terá três sinagogas, sendo uma para cada um dos judeus e uma na qual nenhum deles vai.

A culpa (ou origem) destas diversas crenças e religiões esta na diversidade de homens, com pensamentos e culturas diferentes, que podem ver a si mesmos e o universo de forma totalmente diferentes.

Então vamos suprimir os pensamentos e culturas da humanidade somente para acabar com esta diversidade de religiões que temos? Ou impor uma religião e uma teologia, roubando o homem a sua liberdade de escolha?

O principio básico das leis humanas é “a liberdade de uma pessoa vai até onde começa a de seu próximo” e o principio de justiça da maioria das religiões é “fazer ao seu próximo somente o que você gostaria que fosse feito a você”, assim não podemos roubar a liberdade ninguém, se não queremos que seja roubada a nossa liberdade.

Para finalizar, será que não foi D-us que permitiu que os homens fossem diferentes? Se a diversidade é vontade d’Ele, então se estamos indo contra a diversidade, nós estaremos indo contra a vontade de nosso Criador.

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Criação – Religião e Ciência

Existem pessoas que acreditam que o Eterno criou a Terra e tudo que há de forma idêntica como descrito pelas religiões, existe outras pessoas que acreditam que o a Terra e tudo que há foram criados por alguma explicação científica, como o Big Bang e Evolução.

Mas não podemos dizer que nenhuma destas versões está correta, pois todas as explicações que temos hoje são baseadas na compreensão do homem atual, seja pela religião e/ou pela ciência.

Não desconsideremos que a religião, com o Eterno criando o Universo em sete dias, criando Adão e Eva seja uma visão bela da ação do Criador com sua criação, sendo uma visão de Moisés (autor do livro de Gêneses) inspirada pelo Eterno, que retrata de forma adequada a compreensão do Homem da época o princípio da criação, onde o Criador teve envolvimento direto com a criação.

Em relação á ciência, com a explicação da criação do Universo por meio do Big Bang (ou Universo cíclico, ou qualquer visão moderna deste fato) e criação do Homem por meio da Evolução (que se originou do pensamento da criação espontânea, sucedida pela visão de Lamarck e Darwin, e outras correntes modernas), demonstram a evolução da compreensão humana a respeito da sua própria origem, que a cada geração é adequada ás novas teorias e descobertas da ciência.

A ciência não pode desconsiderar que em qualquer explicação sobre a origem do Universo e da humanidade houve uma inteligência que as religiões atribuem ao Criador, pois no caos de uma explosão não teríamos a criação de novos mundos por simples acaso, e pela simples troca de material genético não teríamos organismos vivos tão complexos como o homem, originados de organismos simples formados de proteínas, bactérias, células organizadas, organismos multicelulares invertebrados, peixes vertebrados, peixes com pulmões, anfíbios, répteis, mamíferos interiores e primatas interiores, que em um dado momento se tornou um homem, nosso ancestral comum.

A inteligência que orientou a criação do Universo e da humanidade, e possivelmente orienta a nossa evolução explica como o Criador estabelece um relacionamento íntimo com suas criaturas, seja pelas explicações religiosas ou pelas explicações científicas.

Desta forma, podemos entender que o Eterno, a inteligência que guia o Universo, não estabelece sua criação ao acaso, mas possui o interesse particular para cada uma de suas criaturas.

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Sexo é pecado?

Em conversas com minha mulher, obtive o entendimento que as religiões cristãs tentam passar que Adão e Eva pecaram por causa do sexo… Amigo, vamos rever um pouco a história para entender realmente a natureza do pecado… Primeiro temos Adão e Eva no paraíso e neste mesmo lugar o Eterno colocou a árvore do conhecimento, que nada mais é a representação do livre-arbítrio do Homem, visto que Adão poderia não comer do fruto desta árvore, mantendo obediência ao Eterno, mas se caso Adão comesse do fruto desta árvore, ele estaria desobedecendo à vontade do Eterno.

Já que a escolha de Adão foi desobedecer ao Eterno, ele foi expulso do paraíso, assim temos o entendimento que o pecado é sinônimo da desobediência a ordem do Eterno, que faz o Homem buscar orientação no seu egocentrismo, tendo a ambição de “ser como D-us”, ou melhor, “o Homem ser o deus de sua própria vida”.

Após expulsos do paraíso, Adão e Eva tiveram filhos, estes filhos por serem seus descendentes, também “herdaram” de seus pais o pecado da desobediência. Só para entendermos um pouco esta questão de herança, esta não é devida somente ao fato do pecado de Adão e Eva, mas sim pelo fato do Eterno sempre buscar recuperar o Homem do egocentrismo diversas vezes, mas o Homem sempre escolhe o caminho errado, ações orientadas pelo egocentrismo, como o assassinato, adultério, mentira…

Agora sobre o sexo, visto que o Homem não tinha criado a representação do matrimônio dos dias atuais (cartório, igreja…) nas épocas anteriores á Moisés, por simples instinto, os casais eram determinados simplesmente pela “coabitação”, no sentido de morar juntos, onde o homem poderia tomar sua mulher (como por exemplo, comprando-a de seu pai) e assim poderia estabelecer relações de intimidade de marido e esposa (como o sexo), caracterizando assim o matrimônio/casamento, que com o passar do tempo adquiriu novas simbolizações, como representações públicas utilizando de cartórios, igrejas e outras entidades de direito religiosas ou não.

Até agora não temos o sexo como pecado, mas a partir do momento que o Homem, orientado pelo seu ego, começa a estabelecer as mesmas relações sexuais com outras mulheres que não são as suas ou com as quais não deseje estabelecer alguma forma de matrimônio, temos novamente o pecado, desonrando este ato tão belo confiado ao homem por D-us.

Para gerir conflitos oriundos dos pecados e evitar que os pecados sejam cometidos, houve o surgimento de diretrizes e lei, como as estabelecidas pelo Eterno á Moisés, que dizem ao Homem que estas ações orientadas pelo seu ego estão erradas, como no caso, o sexo que é tratado como um ato não dependente de intimidade e matrimónio.

Terminando este texto, desejo ressaltar que o único e maior pecado do Homem é o seu egocentrismo, que resulta em ações que desonram relações de comprometimento e intimidade tão belas como o sexo e o casamento. Então busque tirar do centro do seu mundo o seu “eu”, faça sexo somente com a pessoa que contigo estabeleça uma relação de comprometimento duradoura, no caso o casamento, assim honrando este ato que te foi confiado pelo Eterno, de forma a permitir prazer tanto a você quanto ao seu companheiro.

Referências:

http://www.thebricktestament.com/genesis/the_garden_of_eden/07_gn02_16-17.html

http://www.bricktestament.com/genesis/the_garden_of_eden/14_gn02_24.html

http://www.bricktestament.com/genesis/the_garden_of_eden/18_gn03_04-05.html

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